Finalmente: O RECONHECIMENTO

Tááááááá! Não vou escrever o quão “mara” é a Maria Fernanda Candido. Isso seria chover no alagado! Ela é Tudo de bom já disse isso milhões de vezes.
Vou falar sobre voz. Mais específicamente a minha voz.
Eu SEMPRE DETESTEI, com todas as minhas forças, a minha voz.
Desde pré-adolescente que tenho voz de mulher.
Rouca e profunda.
Na época minha mãe cortou meu cabelo curtinho (vocês devem lembrar quando a Monique Evans lançou a moda do cabelo bem curto) me confundiam com menino! Ou quando ligavam lá para casa dos meus avós e eu atendia, mais de um zilhão de vezes:
-Ah! É o netinho do Sr. Aloísio quem ta falando?
Arghhhhhhh!!! Meu sonho era ter a voz da secretária que tinha no seriado “A Gata e o Rato” vocês lembram?
Parecia voz de uma boneca de tão fininha!
Os anos passaram e a minha voz nunca mudou ou melhorou, só ficou mais rouca e mais pausada no ritmo.
Não deixo recado em secretária eletrônica nem se isso significar minha sobrevivência! Pegar num microfone em alguma palestra ou apresentação?????
Nem Pensar!
Não há nada mais torturante que ouvir minha voz gravada sendo reproduzida.
De verdade, já não sei nem dizer se eu realmente não gosto dela, mas acho que o trauma da infância é o que mais prevalece.
Entre os amigos já viraram minhas marcas registradas tanto minha gargalhada quanto minha voz.
Nem mesmo nunca ter tido um feedback masculino negativo a respeito da minha voz (muuuuuuuuuuito pelo contrário) diminui meu constrangimento.
Meu incomodo era tanto que quando eu tinha uns 20 anos cheguei a procurar uma fonoaudióloga para ver se eu conseguiria através de prática e exercícios “afinar” e literalmente dar uma infantilizada à minha voz. Obviamente a profissional foi 100% contra. Disse que isso poderia causar lesões graves e irreversíveis nas cordas vocais. Explicou que até se faz este tipo de trabalho, por exemplo, em atores que por um determinado e curto período de tempo precisa atingir um timbre específico, mas que para uma vida inteira o que eu queria era impossível.
Tentou todo o blá-blá-blá que eu já conhecia de cor e salteado para me convencer de que minha voz era um sonho para muita mulher.
Pois para mim esta voz era um pesadelo, com direito a Fred Krueger e tudo!
Aí deixei para lá… Entrei numa de “a curra é inevitável mesmo” então é melhor fingir que não estou nem me dando conta! (Esta foi uma época bem libertadora, ser alta demais, branca demais, rouca demais, encaracolada demais entre outros demais, passaram a ter um papel secundário na minha vida. Se sou assim tinha de aprender a ser feliz assim!)
Dez anos se foram, sou feliz como sou, mas continuo não deixando recado em aparelhos eletrônicos e fazendo o possível para não ter minha voz gravada ou reproduzida!
Um dia desses abri o site do O Globo on line e dei de cara com a matéria abaixo.
Fiquei “alegrinha”? É digamos que fiquei!
Mas no fundo, no fundo não me convenci!
Resolvi salvar e postar aqui. Afinal não deixa de ser um reconhecimento público que as rouquinhas e com vozes não infantilizadas têm seu valor! (É???)
Quem discordar de mim tem o vídeo com os exemplos e dicas de como atingir o grau mais sensual do “falar feminino” ao final da matéria rsssssss.
(Eu até pensei e, provar para mim mesmo e para todos que os 30 me trouxeram maturidade e sabedoria e gravar minha própria voz falando este texto, em vez de tê-lo digitado mas…acho que ainda não estou pronta para o consumo, digo, não estou madura o suficiente! Rssssss Nos 40 eu volto a este tema. Por favor me lembrem!)
“Maria Fernanda Cândido foi eleita a voz mais sensual do Brasil.”
Ela pode não ser o quesito mais importante, mas com certeza é um dos fatores decisivos na hora da conquista. A voz tem o poder de aproximar ou afastar pretendentes e pode dizer muito sobre suas técnicas sexuais, garantem os especialistas. Um estudo americano recente, publicado na revista Evolution and Human Behavior, confirmou o que, inconscientemente, nós suspeitamos: quem tem uma voz atraente costuma ser mais seguro na cama e tem uma vida sexual mais ativa e prazerosa.
Outra pesquisa, feita pelo terapeuta sexual Amaury Mendes Junior, indica que quanto mais fraca e trêmula a voz, mais chances daquela pessoa sofrer de problemas sexuais. Nos homens, o mais comum é a impotência ou uma perda rápida da ereção. Nas mulheres, o problema mais relatado é a dificuldade para chegar ao orgasmo.
A voz muda de acordo com a quantidade de hormônios sexuais no nosso corpo. As mulheres, durante a ovulação, quando têm um pico de estrogênio, ficam com uma voz mais sensual. Já os homens ficam com a voz mais grave quando têm picos de testosterona, o que costuma acontecer pela manhã. Estudos científicos mostram que uma voz bonita está associada a pessoas mais belas. Não é à toa que as pessoas se apaixonam facilmente pelos locutores de rádio - avalia Mendes Junior. Segundo o médico, a voz das mulheres começa a perder a sensualidade com a chegada da menopausa justamente por causa das mudanças hormonais típicas da fase.
E nada de achar que uma voz sedutora precisa ser melosa ou, pior, infantilizada. Para a consultora sexual Vana Charbel, professora do curso de voz na sex shop Madame Blanchye, a voz ideal para seduzir é aquela que é firme, pausada, um pouco rouca e com as sílabas prolongadas. Pense em Marilyn Monroe cantando “Happy Birthday Mr. President” ou na voz das atrizes Maria Fernanda Cândido e Vera Fischer, recentemente eleitas as vozes mais bonitas do Brasil em pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Sexologia. A consultora sugere também tentar imitar a pronúncia de Íris Lettieri, a famosíssima ‘voz do aeroporto’.
- Hoje não há mais espaço para a mulher que fala com voz de criança ou que é muito melosa e fala com aquela voz fininha. Existem vários exercícios que ajudam a deixar a voz mais sexy. Minha dica é ir treinando aos poucos com os amigos ou na hora de pedir um favor para conhecidos. Já reparou que quem tem a voz sensual consegue tudo com mais facilidade? Peça a avaliação dos mais próximos. Assim você se sentirá mais segura na hora de seduzir o paquera - acredita Vana.
Como a voz também tem influências sociais e culturais, ela pode dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa. Nada mais frustrante que um descompasso entre voz e atributos físicos, como no caso da modelo Gisele Bundchen, diz Vana. Gisele tem uma voz infantil que não condiz com sua imagem sexy, dizem especialistas Porém, algumas características da voz podem ser alteradas com certa facilidade.
Quem tem uma voz excessivamente assertiva ou mandona pode treinar falar bocejando. Isto ajuda a perceber a velocidade do som e as cordas vocais, e deixa a fala mais suave. Mulheres com voz muito infantil melhoram se abrirem mais a boca ao falar. Gargarejos também ajudam a identificar (e relaxar) tensões na garganta que acabam afinando a voz. Já pessoas com a voz nasalada podem praticar falar por alguns minutos de forma quase inaudível para ajudar a melhorar a musculatura do céu da boca.



