Archive for May, 2008

UEBA!!! Dia de Festa!!!

Hihihihhihihi!!! Sorry mas não resisti…
Notou a carinha safada do hipopótamo todo pimpão perturbando o amigo??? O melhor mesmo é a inocência do amiguinho indo tirar satisfação do “mal feito”. Quem conhece a pessoa que tenho em mente neste momento há de concordar que ele é a cara dela.
Acabou a hora do meu recreio! Mãos a obra agora…
Vocês já notaram como é fácil falar de quem a gente não gosta? Como é simples descrever alguém por quem não nutrimos a menor admiração. Definir, falar, descrever e homenagear quem a gente não só gosta e admira, mas acima de tudo respeita demais é muito mais complicado. É uma responsabilidade muito grande. Acho que por isso estou me sentindo um pouco travada para falar da Xis, uma amiga que em tão pouco tempo já marcou minha vida e meu coração para sempre.
A Xis é o tipo de ser humano que eu acredito que mesmo que a pessoa a odeie com todas as suas forças ainda assim não perde o enorme respeito que ela inspira. Ela é uma verdadeira guerreira, dessas que não venceu uma luta anos atrás somente, a vida dela é uma batalha diária. Um verdadeiro teste de força perseverança e resiliência. O maior mérito dela não está exatamente no vencer as lutas. Hoje em dia a vida de muita gente é assim, feita de verdadeiras guerras diárias. O mérito dela está no fato de passar por muita coisa desde criança e nunca ter se permitido endurecer ou mesmo perder a ternura (obrigada Che pela inspiração e desculpa pela ousadia de mudar um pouco o sentido da coisa! Rsrsrsrs). Sabe aquela pessoa LEVE? Aquela que não se lamenta o tempo todo, que você jamais testemunhou se lamuriando? Aquela que mesmo quando está com o maior problema do mundo acontecendo naquele momento, ainda assim tem todo o tempo e prazer do mundo de ouvir um amigo, ajudá-lo ou mesmo rir junto se for o caso? Então, certamente esta pessoa se inspirou na Xis! Não tenha a menor dúvida disso!
Hoje ela faz aniversário e quem ganha o presente são os amigos que são privilegiados com a sua presença e amizade. Eu agradeço o dia que uma pessoa mal intencionada tentou de todas as formas impedir que uma bela amizade nascesse entre nós duas. Obviamente não foi graças a esta pessoa que nossa amizade nasceu, mas serei eterna devedora pela bela história de superação que ficou escrita. Tínhamos tudo para quem sabe nos odiarmos e não nos respeitarmos de forma alguma, mas não era para ser assim né, Xis? Ainda bem, por que tenho certeza que o amor e o respeito que eu tenho por você é na mesma medida que o que você sente por mim.
Não tenho como desejar nada de novo para você, nada diferente do que eu já desejo todos os dias. Eu só posso do fundo do meu coração reiterar e renovar é o meu sincero desejo de te ver sempre bem, sempre feliz, sempre com todas as forças que a vida te exige todos os dias. Que independente do tamanho que a batalha seja, que você a vença sempre!
Mas como aniversário sem “desejos” não tem glamour nenhum, peço a Deus que te dê:
DINHEIRO para as coisas que nenhuma mulher vive sem (roupas, sapatos, cabeleireiro, sais de banho, etc e muitos etcs mais - rsrsrsrs) desnecessárias para os outros mortais, mas que para uma mulher faz toda a diferença;
AMOR pra que a sua vida tenha sempre um colorido, mas aquele amor com pegada, com mão forte e principalmente com ATITUDE (UIA!!!);
SAÚDE para que tenhas força pra lutar por todas as outras coisas da vida.
Mas, peço de forma ainda mais forte que quando as coisas se complicarem que você tenha:
AMIZADE para que quando o DINHEIRO fique escasso, você tenha um amigo(a) para lhe dar uma “ajudinha”.
Para que quando a PAZ estiver ameaçada, você tenha um amigo(a) para dizer as palavras sensatas que só quem gosta muito é capaz, palavras que às vezes não gostamos muito de ouvir, mas um amigo pode dizer, tem esse direito;
Para quando o AMOR te tirar do eixo, virar teu mundo de cabeça para baixo, tenhas um amigo(a) que te mostre com carinho a realidade, mas também quando este mesmo AMOR só trouxer alegria, que tenhas um amigo(a) que torça por você, que fique feliz com a sua felicidade (isso é uma das coisas mais raras);
E por fim para que quando a SAÚDE balançar possas sempre contar com o apoio, colo, cobertor quentinho e chocolate que só a companhia um amigo(a) pode dar.

É isso queridona… FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!
E para me redimir do video-piadinha lá de cima:

Por último mas nem um pouquinho menos importante, eu quero aproveitar o espaço para tambem deixar um BEIJO ENORME e desejar o mesmo que desejei acima para a Xis, para a Aurea. Uma amiga deliciosa e muito querida, que faz aniversário no dia 2. Infelizmente nao vou ter acesso ao pc para poder também fazer uma homenagenzinha para mais este M&M vermelho que Deus colocou no pacote da minha vida! LINDONA tudo de bom para você! Um niversário memorável para você!

Pra começar muito bem a semana!!!

E se Deus quiser encerrar melhor ainda!

EU DIGO NÃO!

Eu quero começar dando uma explicação.

Logo que a idéia de ter um blog surgiu, eu tinha certeza que queria que o nome ou pelo menos o tema dele tivesse a ver com a personagem Lolita do Vladimir Nabokov. Depois de muito procurar e testar nomes eu cheguei ao “Pra Sempre Lolita”. Na hora de registrar o domínio me deu um “clic”. Peraí! Mas será que com este nome eu não vou atrair todo tipo de pedófilo? Este nome não dá uma idéia de alguém a favor da eternização da personagem na vida real? Não seria um incentivo à perpetuação da imagem infantil erotizada? Eu realmente cheguei a me perguntar se Freud não explicaria o fato de eu gostar tanto da personagem? Seria eu uma candidata ou uma pedófila que não tinha se desenvolvido. Eu passei um bom tempo, quase um mês neste dilema e numa verdadeira auto-analise, exame de consciência MESMO! E depois de conversar com amigos e ouvir algumas opiniões eu cheguei à conclusão que não tinha nada a ver com pedofilia e que em momento algum eu estava virando garota propaganda da erotização infantil.

O que me encanta na Lolita, é justamente a inocência endossada pela inconseqüência dela. Eu jamais dei ênfase á malicia precoce dela (que é óbvio que existe!). O que eu defendo é que a gente deve crescer, mas deve manter de alguma forma algo de sapeca, de inocente, de inconseqüente da época da nossa infância. Também não defendo nem sou uma adulta infantilizada! Mas uns momentos de travessura são sempre bem vindos!

Explicado o que me incomodava, vamos à proposta da blogagem coletiva. Eu resolvi recorrer ao You Tube como motivador (lembram da época do vestibular que antes da redação tinha sempre um texto motivador? Algo que detonava o processo de escrever dentro da gente?). Eu, na minha inocência imaginei que mesmo que não tivesse nada especificamente sobre o assunto certamente teria algo que serviria de motivador. Para minha surpresa o tema tem um material vastíssimo. Segunda surpresa: de uma qualidade impressionante!

Eu passei a tarde INTEIRA vendo vídeos sobre o assunto. Você começa vendo um que leva a outro que leva a outro e assim por diante. O que era para ter sido motivador para mim, teve um efeito 1000% oposto. Eu precisei parar de assistir, a esta altura já nada tinha a ver com escrever ou não. Foi me dando uma angústia, uma falta de ar, uma taquicardia, uma sensação muito ruim. Acho que se eu realmente tivesse usado a receita do médico e comprado o tal do Rivotril dias atrás hoje eu tinha tomado ele com gelo e limão e ainda assim eu não teria me sentido melhor. Eu precisei passar por pelo menos uma hora de muito choro para conseguir me propor novamente a escrever algo sobre isso. As imagens são fortíssimas. Sendo elas verdadeiras ou feitas em estúdio para algum vídeo educativo, elas despertaram sentimentos e reações físicas horríveis dentro de mim. A cada imagem que surgia eu me pegava imaginando a história por trás dela.

Eu decidi me proclamar totalmente inadequada, inábil e principalmente incapaz de falar sobre este tema. Ele é de uma profundidade e densidade que eu não alcanço. Felizmente a vida me brindou com uma verdadeira blindagem a qualquer tipo de violência na minha infância. Aliás, até hoje eu não passei por nada comparado ao que o mundo pode fazer com uma pessoa em termos de violência. Eu me dei conta que além de nunca ter sido objeto de tal violência eu também nunca fui exposta a nenhum caso assim. Pelo menos não que fosse sabido. Nunca tive uma coleguinha, um vizinho, um conhecido molestado sexualmente. A vida nunca me proporcionou perder a minha inocência neste sentido. Se é bom? Claro que é! Quem quer ter sido abusada? Quem gostaria de ter um amiguinho abusado? Ninguém. Mas tem um lado negativo nisso. O assunto e quem sabe até mesmo os sinais até hoje passaram batidos por mim. Quem garante que eu já não tive contato, em criança ou mesmo já adulta, com alguém que precisava de ajuda, ou alguém que precisava de punição? Não saberei nunca.
Violência de um modo geral é algo muito ruim. Mas violentar, VIOLAR uma criança é algo demoníaco! Quem tem conhecimento, ou mesmo desconfiança, que há uma criança sofrendo abusos e se cala, alem de covarde é tão criminoso quanto o agressor.

É uma obrigação de todo cidadão estar alerta, atento a todo e qualquer sinal de abuso sexual contra a infância e denunciar! E quanto a isso não há controvérsias e não cabe qualquer discussão a respeito.

Eu escolhi dois vídeos do you tube. Um que trata da violência em geral, com imagens e outro que é uma animação com a historinha contada do ponto de vista da criança abusada sexualmente, falando para outras crianças. Dói na alma! (todos dois são em espanhol, mas de fácil compreensão)

DIGA NÃO À PEDOFILIA E À EROTIZAÇÃO INFANTIL

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Dias 18 e 25 de maio - Blogagem Coletiva Em Defesa Da Infância

O Blog Diga Não À Erotização Infantil e a Comunidade Diga Não À Pedofilia convidam todos os blogs e sites amigos da criança a participarem de duas blogagens coletivas nos dias 18 e 25 de maio.

Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.

Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.

Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas. A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data. Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas. No Brasil o símbolo maior da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Guilherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.

COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO

No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou em nossas comunidades no orkut ( Diga Não À Pedofilia e Crianças e a Internet) e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.

Quem não tem blog ou site, pode nos ajudar divulgando nosso Movimento e também através do orkut, colocando em sua página a imagem dessa fita no lugar de sua foto, na semana de 18 de maio.

Mais informações sobre a Campanha de 18 de maio, leia na comunidade no orkut.

No dia 25 de maio, pedimos ajuda mais uma vez para divulgação de nosso Movimento Pela Criação do Alerta Amber no Brasil. O Alerta Amber é um alerta nacional de crianças desaparecidas dos EUA. Queremos que um alerta semelhante seja implementado em nosso país. Em cerca de 75% dos raptos, a criança é morta nas primeiras horas por seus seqüestradores e cerca de 10 a 15% das crianças desaparcidas podem jamais ser encontradas. A criação de um cadastro e alerta efetivo de crianças raptadas poderia mudar esse contexto, salvando vidas, quando a notícia do desaparecimento da criança fosse alardeada rapidamente, principalmente pelos meios de comunicação. Recentemente, o Deputado Alfredo Kaefer apresentou, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para criação do alerta nacional. Queremos pressionar para que seja rapidamente aprovado e efetivado. Leia aqui mais sobre nosso Movimento e ajude a divulgá-lo.

Para a semana de 25 de maio, convidamos a uma blogagem coletiva a respeito do drama das crianças desaparecidas e raptadas que também pode ser pesquisando em nosso blog clicando AQUI. Quem quiser também poderá divulgar a imagem deste Movimento, em seus blogs ou através do orkut.

Muito obrigada à solidariedade de todos que ajudarem esse Movimento.

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.

Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.

Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Souza (BETINHO)
Sociólogo

Outra blogagem legal que vou participar, em seguida, mas tratarei dela após a da Pedofilia!

Feliz Dia das Mães

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Passei dias tentando achar a mensagem perfeita para o dia das mães. Aquela que dissesse tudo que eu gostaria que fosse dito, sem tirar nem por. Com isso na cabeça passei  quase uma semana numa caçada desesperada no Youtube, quando eu me dei conta que tem coisas que simplesmente não se explica com palavras. Que transcendem o universo das letras. O entendimento só vem se for feito com o coração, com sentimento. Mãe é uma dessas “coisas”: ou você compreende o sentido com o coração ou palavra alguma te fará entender o que isso significa.

Então escolhi uma mensagem que não usa palavras para demonstrar o poder de uma mãe na vida de uma criatura, o quão especial este ser é. Um arquivo feito só de imagens. Tudo bem que a qualidade delas em alguns momentos deixa um pouco a desejar, mas certamente o recado é dado.

Queria então, desejar  um Dia das Mães cheio de paz amor e saúde para todas as mães do mundo, de todas as raças e todos os credos, as  mães adolescentes e as mães da terceira idade, as mães que neste momento podem abraçar seus filhos e as mães que tudo que poderão fazer é uma prece e deixar uma flor no túmulo de um filho. Um dia de paz nos corações das mães que procuram desesperadamente por seus filhos que por algum motivo  foi arrancado de seus braços e até hoje não foram devolvidos. Um dia abençoado para as mães que não geraram seus filhos no útero, mas que dão tudo o que eles precisam com seus corações. Um dia lindo para as mães que agora são avós…. ai as avós….que coisa mais gostosa deve ser ser mãe duas vezes!

Um Feliz Dia das Mães para todos os filhos que ainda podem passar um dia como o de hoje ao lado de sua mãezinha querida e um dia de muita paz e serenidade para aqueles que passarão o dia com suas mães somente em seus corações e pensamentos.

E…Como ninguém é de ferro: Um feliz dia das mães para MINHAS duas MÃES!!!

E agora para não fugir da regra, momento cultura: A Origem do Dia das Mães!

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”.

Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.

Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

“Não criei o dia das mães para ter lucro”

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. “Não criei o dia as mães para ter lucro”, disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. “O amor de uma mãe é diariamente novo”, afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

DIFÍCEIS ESCOLHAS

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Por que teimamos em crescer? Em sair do “útero quentinho” do seio familiar que a infância propicia? Por que insistimos em adquirir bens e responsabilidades que na maioria das vezes só servem pra acumular problemas e tristezas na nossa história? Por que eu lutei tanto pra deixar de ser a menina do vovô e me tornar uma mulher de ninguém? Por que chega uma hora em que temos a necessidade física de termos nossa própria casa, conta em banco, carro, marido, filhos, diploma e um monte de trabalho pra fazer, responsabilidades, problemas e mais problemas sem fim a serem resolvidos?

Tantas questões assim me fazem sentir saudade de um tempo em que nada tirava meu sono. Sabe a expressão “eu era feliz e não sabia”? Exatamente, não sabia por que tinha tantas outras preocupações que me faziam acreditar que eu era a garota mais problemática do mundo. Ahhh, se eu soubesse… Eram coisas tão simples de se resolver.

Como resolver ir a todas as festinhas que eu fosse convidada, fossem em dia de semana ou final de semana e chegar tarde como todo mundo fazia, mas meus avós insistiam em dizer que eu não poderia ir. “Uma menina de família não vai a festinhas todo dia e chega tarde. Uma menina que tem família zelando por ela, fica em casa estudando e se preparando para a vida”. O que adiantou? Hoje, apesar de já ter chegado aos 30 anos, tenho liberdade total de ir e vir, quando e com quem quiser. Fiquei feliz com isso? Não, perdeu a importância no momento em que ficou “tudo liberado” (calma….nem tudo!!!). No começo eu até aproveitei um bocado….saí muito e cheguei em casa muitas vezes junto com o sol….Mas a verdade é que logo perdeu a graça. O mundo fora da Gaiola parece tão sedutor quando visto de dentro dela….

E o medo de não ser aceita pela turma? De ficar marcada como a diferente? Quantas coisas eu deixei de fazer com medo de parecer a “Carrie-a estranha”? Quantas opiniões guardei pra mim? Quantas vezes deixei de falar pra minha família “eu te amo”, com medo que eles me achassem uma boba sentimental ou que eu estava desistindo da minha rebeldia sem causa? E o pior: como sofri por cada vez que deixei de ser eu mesma? Que besteira, um dia você cresce e descobre que todo mundo é diferente (graças a Deus!), e que é justamente aí que está a graça em ter amigos e uma família: descobrir diferenças que enriquecem, te fazem sentir menos esquisita e mais amada.

Mas nem tudo era só neuras! Senão não teria tantos motivos pra sentir saudades dessa fase. Sinto falta do meu jeito carinhoso com meus amigos, da disponibilidade que tinha pra ser simplesmente amiga e confidente de pessoas que passavam pelas mesmas crises que eu. Sabe quando nada mais importa (tarefa, paqueras, festas, cursinho, colégio) quando aquela sua amiga te liga com voz chorona dizendo que seus pais estão se separando ou o seu namorado pediu um tempo? Nada mais tinha importância, eu parava tudo e ia dar a ela meu ombro cheio de apoio e conforto. E hoje, o que eu faço? Minha melhor amiga passa por uma crise monumental e eu não tenho mais o mesmo tempo e disponibilidade de ligar e ir alem de ouvi-la dizer que penso muito nela e rezo todo dia pra que Deus a conforte, já que essa amiga aqui nem pra isso presta.

Sinto falta do convívio diário com minha família. Sinto falta de nossas conversas em volta da mesa. Deles me esperando chegar do colégio, azul de fome e mal humorada pra saberem o que tinha acontecido de divertido no meu dia. Sinto saudade de sair pra fazer compras com minha avó na Nossa Senhora de Copacabana e sempre ter que comer milho cozido! Queria de volta as férias que tínhamos em família, onde tudo era companheirismo e descobertas. Sinto falta da figura forte e provedora do meu avô, que transmitia a sensação de que nada ruim poderia acontecer comigo ou com minha família. Mas coisas tristes acontecem com todo mundo, e eu descobri do jeito mais difícil que ninguém pode me proteger disso.

Mas eu cresci, e com eles meus problemas e, também, alegrias. Hoje, se eu não pagar minhas contas, ninguém pagará por mim. Se eu der um passo errado, terei que arcar sozinha com as conseqüências dele. Tenho muito mais poder, até pra magoar e machucar mais as pessoas que eu amo tanto. E sei que algumas coisas que faço, ao contrário de quando era uma menina, têm um tom definitivo. Hoje, está em minhas mãos ser definitivamente feliz ou infeliz. E quer saber? Sinto-me tão pronta pra decidir isso quanto uma menininha que não consegue escolher o que quer ganhar de Natal. Por que eu fui crescer, hein? Por que ninguém me avisou que um dia eu não teria pra onde correr quando tudo desse errado?

Ai….acho que quero alguem para  cuidar de mim….literalmente velar até meu sono.

Amanhã isso passa!