De (alguns dos) itens absolutamente indispensáveis para uma vida feliz

Ontem à noite, segui um ritual relaxante, que me fez acordar nova hoje. Tomei um banho quente, me lambuzei inteira com o meu hidratante preferido e coloquei meu pijama mais gostoso. Não contente com tanto prazer, coloquei o meu CD preferido e peguei a minha revista lida pela metade para acabar de lê-la. Tudo isso regado a torta farinha láctea leite que tinha feito no domingo. Enfim, me dei de presente um momento para lembrar pelos próximos dias ou semanas… Fazia tempo que não agia assim, que não ouvia os meus instintos mais básicos, aquela vozinha interior que vive dizendo o que devo fazer para ficar bem, em paz. Por isso, fiquei pensando que seria interessante - e prazeroso - fazer uma listinha das coisas que têm esse poder de nos jogar para cima, de nos fazer sentir rainhas da cocada pretapor cima da carne seca! Eventuais sugestões, como sempre, são muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito bem vindas.
Sacar R$ 500 no caixa eletrônico do shopping e usar para comprar coisinhas pequenas e supérfluas, tipo maquiagem diferente de marca desconhecida, creme para massagem capilar, hidratante cheiroso, esmalte de cores que você nunca pediria para tua manicure usar, canetinhas com glitter, etc. O importante é sair do shopping sem sequer um real no bolso, daquela grana sacada. Caso sobre alguma coisa, compre uma casquinha daquelas de sorvete italiano!
Navegar pela internet no horário de trabalho.Isso é muito bacana, sobretudo para quem usa o computador como instrumento de trabalho, tipo advogado, secretária programador, telemarketing, etc… O importante é todos pensarem que você está trabalhando e você estar ali, viajando por blogs interessantes ou catando receitas legais para testar no fim de semana. Aqui entra, também, a checagem, a cada meia hora, do teu e-mail pessoal, desde que te tome, no mínimo, uma hora por dia. O espírito da coisa é burlar quem te explora, portanto, vale também: fingir que está doente para ganhar dia de folga; sair para lanchar no horário de expediente, com a desculpa de que vai a algum compromisso profissional; fazer um ‘tour’ pelas salas da moçada, para colocar o papo em dia, etc.
Fazer brigadeiro em casa e começar a comer, ainda quente, na panela, com colher (fazer bolinhas vai tirar todo o prazer da degustação).
Ir caminhando, por livre e espontânea vontade(se for uma alternativa para o carro quebrado, não tem a menor graça!), a um compromisso habitual. É bacana descobrir (novamente!) que as pernas têm uma utilidade toda especial…
Fofocar. Yes, gossip - we love it. O assunto pode ser qualquer um - família, sexo, trabalho, etc. O importante é que você quase sinta escorrer o veneno pelos cantos da boca. Como disse para uma amiga outro dia, para eliminar a sensação de culpa, basta você pensar que, na verdade, está promovendo uma saudável circulação de notícias socialmente relevantes.
Cozinhar para amigos. Na boa, essa é uma coisa muiiiiiiiiiiiiiiiiiito bacana para levantar o astral. Cuidar de cada pequeno detalhe para agradar as pessoas de quem você gosta dá uma sensação de prazer gigantesca. Se for uma ocasião só para mulheres, dá para unir o útil ao agradável e promover aquela circulação de notícias… (bom talvez eu deva rever a parte do “cozinhar”… substituir por algo mais acessível a minha pessoa)
Encontrar um homem ‘bjeto’. Isto é: alguém com quem você só vai ter vínculo carnal (nossa! quanto desapego…) e de quem não vai esperar absolutamente nada. É claro que, por consciência ecologicamente correta, você também não vai prometer nada. É importante que ambos tenham consciência que aquela história não vai ocupar um espaço maior do que 4 paredes. Isso não significa - é bom dizer - que, dentro daquele espaço, ela não deva ser tudo e mais alguma coisa. Para ficar se sentindo perfeita, basta lembrar daquele teu namoradinho canalha da adolescência, quando ele dizia que o importante era viver o momento.
Escolher presente para pessoas de quem gostamos. Nada como antecipar a satisfação dessa pessoinha, ao receber o presente.
Ficar bêbada. Gente, essa é infalível - quando é um evento não-habitual, evidentemente. A bebedeira te coloca em uma condição absolutamente ridícula. Por conta disso, você vai ter um milhão de histórias engraçadas, para partilhar com as pessoas que presenciaram a cena lamentável… Além disso, existe sempre a chance de que a bebedeira venha a te aproximar de algumas pessoas. Na boa, em todas as (pouquíssimas, eheheheh) vezes nas quais fiquei assim, acordei com um pouco de ressaca e mais amigos.
Arrumar uma paquera platônica, que faça com que você tenha estímulo para ficar mais bela, todos os dias. Fique atenta para o seguinte: 1) o moço tem de ser absolutamente indisponível; 2) essa paquera deve te levar do nada para o lugar nenhum; e, 3) se houver a mínima chance de você se apaixonar, caia fora antes mesmo de cogitar a idéia, pois, a intenção é te dar uma coisa gostosa para pensar nos momentos insípidos do dia-a-dia e, não, te fazer entrar numa roubada.
Entrar em uma loja famosa de cosméticos, experimentar mil produtos de maquiagem e perfumes e sair de mãos abanando, sem ter consumido nadaaaaaaaaaaaaaa. Glória, glória, glória.
Assistir, pela enésima vez, Uma Linda Mulher. Sim, nós sabemos que não há muitos Richard’s Gere circulando por aí e que, lamentavelmente, a maioria de nós não tem a aparência da Julia Roberts. Concentre-se na mensagem principal: até as mulheres da vida (com o máximo respeito!) conseguem viver um conto de fadas. Por que não pode rolar com você também?
Ser, merecidamente -puxa-saquismo só tem graça quando é escancarado! - elogiado. Puta merda (desculpem, acho que essa nossa intimidade está atingindo níveis perigosos!). Nada como um elogio sincero para fazer com que a você perceba que tem tantas coisas bacanas, que fazem de você um ser iluminado, inevitavelmente destinado a ser feliz.
Dizer eu te amo para a tua mãe, antes de dormir, e ver os olhinhos dela enchendo de lágrimas, pela surpresa e emoção. Para todas as outras coisas, existe Mastercard. Essa não tem preço.
Bom, acho que já fui longe demais. Poderia continuar indefinidamente, porque, como já disse antes, embarquei - de mala e cuia - em uma viagem de auto-descoberta. E, a cada dia, tenho o cuidado de ficar atenta para aquelas pequenas coisinhas que me fazem feliz. Fico achando que a felicidade, na verdade, é servida em doses homeopáticas. O impressionante é ver como tudo é uma questão de hábito. Até ser feliz.
